Formação

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Formação América Latina - Revolução Mexicana (parte III)

No dia 25/08, teremos a terceira parte da nossa formação sobre os desdobramentos da revolução Mexicana.  Como proposta de estudo, vamos analisar a organização das mulheres no EZLN. (Exército Zapatista de Libertação Nacional).

As demais contextualizações, que acabam sendo necessárias, serão demonstradas pelo documentário 'Zapatistas'.

Abaixo, disponibilizamos o download dos textos que serão utilizados, traduzidos pelas militantes do Anastácia Livre (desconsiderem eventuais erros). Boa leitura! ;)


1. Artigo "A LEI REVOLUCIONÁRIA DE MULHERES DO EZLN: BREVE ANÁLISE DE SUA EVOLUÇÃO", de Monique J. LemaîtreLeón (08 páginas)
Neste texto a autora aponta, a partir das falas das combatentes, como estas aderiram à luta armada e os motivos.




2. Artigo "Chiapas, 15 anos depois", de Josep María Antentas e Esther Vivas (02 páginas)
Neste texto, os autores fazem uma análise breve da conjuntura no momento e 15 anos depois do levante zapatista.


3. Documentário 'Zapatistas', 50 min.


Opcional, mas recomendamos:

Chamados das mulheres zapatistas à luta para conhecerem (03 páginas): E 10, o fogo e as palavras dirigidas às mulheres.



quinta-feira, 12 de julho de 2012

Aos que vierem depois de nós - Bertolt Brecht

Realmente, vivemos muito sombrios!
A inocência é loucura. Uma fronte sem rugas
denota insensibilidade. Aquele que ri
ainda não recebeu a terrível notícia
que está para chegar. 

Que tempos são estes, em que
é quase um delito
falar de coisas inocentes.
Pois implica silenciar tantos horrores!
Esse que cruza tranqüilamente a rua
não poderá jamais ser encontrado
pelos amigos que precisam de ajuda?

É certo: ganho o meu pão ainda,
Mas acreditai-me: é pura casualidade.
Nada do que faço justifica
que eu possa comer até fartar-me.
Por enquanto as coisas me correm bem
(se a sorte me abandonar estou perdido).
E dizem-me: "Bebe, come! Alegra-te, pois tens o quê!"

Mas como posso comer e beber,
se ao faminto arrebato o que como,
se o copo de água falta ao sedento?
E todavia continuo comendo e bebendo.

Também gostaria de ser um sábio.
Os livros antigos nos falam da sabedoria:
é quedar-se afastado das lutas do mundo
e, sem temores,
deixar correr o breve tempo. Mas
evitar a violência,
retribuir o mal com o bem,
não satisfazer os desejos, antes esquecê-los
é o que chamam sabedoria.
E eu não posso fazê-lo. Realmente,
vivemos tempos sombrios.


Para as cidades vim em tempos de desordem,
quando reinava a fome.
Misturei-me aos homens em tempos turbulentos
e indignei-me com eles. 
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra. 

Comi o meu pão em meio às batalhas.
Deitei-me para dormir entre os assassinos.
Do amor me ocupei descuidadamente
e não tive paciência com a Natureza.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.

No meu tempo as ruas conduziam aos atoleiros.
A palavra traiu-me ante o verdugo.
Era muito pouco o que eu podia. Mas os governantes
Se sentiam, sem mim, mais seguros, — espero.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.

As forças eram escassas. E a meta
achava-se muito distante.
Pude divisá-la claramente,
ainda quando parecia, para mim, inatingível.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.

Vós, que surgireis da maré
em que perecemos,
lembrai-vos também,
quando falardes das nossas fraquezas,
lembrai-vos dos tempos sombrios
de que pudestes escapar.

Íamos, com efeito,
mudando mais freqüentemente de país
do que de sapatos,
através das lutas de classes,
desesperados,
quando havia só injustiça e nenhuma indignação.

E, contudo, sabemos
que também o ódio contra a baixeza
endurece a voz. Ah, os que quisemos
preparar terreno para a bondade
não pudemos ser bons.
Vós, porém, quando chegar o momento
em que o homem seja bom para o homem,
lembrai-vos de nós
com indulgência.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Processos Revolucionários na América Latina e a presença das mulheres

Conhecer os processos Revolucionários que ocorreram durante a história da humanidade nos leva ao acúmulo das experiências para a reflexão de uma nova práxis militante revolucionária. Por isso, indicamos como plano de formação o estudo das várias Revoluções, atentando-se para cada momento histórico, analisando a conjuntura política e elementos específicos para não cairmos em anacronismos.

Para os próximos encontros de formação, nos debruçaremos em leituras referente aos seguintes processos ocorridos na América Latina:
 
  • América Latina : 
 Revolução Mexica
 Revolução Nicaraguense 
 Revolução Haitiana

Revolução Cubana 


Disporemos os materiais a serem utilizados, e esperamos que juntas venhamos a nos comprometer cada vez mais com os processos de formação política. Estão todas convidadas para participar e construir esses momentos com a gente! 






REVOLUÇÃO MEXICANA (part. 1)



Primeira parte: entender a formação da América Latina, considerando que está inserida num
contexto econômico de colonização.
- Capítulo I, II e III, do livro Formação Econômica da América Latina, do Celso Furtado.

 



Segunda Parte: México Insurgente, entendendo a Revolução Mexicana...
- Capítulo I, No caminho de Madero: 1910-193, do livro À sombra da Revolução Mexicana (História
Mexicana Contemporânea), de Hector Aguilar Carmin e Lorenzo Meyer



- Artigo A mulher na Revolução Mexicana, de Alicia Sagra
                                               

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Cultura de luta, com Juliana Queiroz

ASHANTI

No toque de tambores ô Mãe África

Sou herdeira de um legado
Trago em mim sua história
Ancestralidade de minhas guerreiras

Em sujos porões negreiros

Na casa grande ou senzala
No eito e derrubada na rede
Ainda assim fortes Oyás

Hoje mudou ... mas pouco

Expostas a flor da pele
Em mídias distorcidas pelo preconceito
Que o tempo teima em lembrar
Gigante! Levanta sempre
E linda chora e ri.

Que luta e vence batalhas

Sonha, Ama e Resiste
Que embala o mundo em seu ventre
Na luz que reflete a vida.





Juliana Queiroz - Mulher Negra, Educadora Social, Filosofa. Integrante do Coletivo Cultural Esperança Garcia.

http://esperanca-garcia.blogspot.com.br/p/poesias.html

sábado, 2 de junho de 2012

Filme e bate papo na Cidade Tiradentes, com Anastácia Livre e Força Ativa



NÚCLEO CULTURAL FORÇA ATIVA e
COLETIVO ANASTÁCIA LIVRE
convidam:

sessão Solano Trindade de cinema + Bate papo

filme: JENNIFER (com o diretor Renato Candido de Lima)

data: 16/06/2012
hora: 18:00

local: biblioteca Solano Trindade
rua dos Têxteis, 1050 , Cidade Tiradentes (próxima ao terminal)

como chegar: no metrô Penha— ôni- bus 3781-10 Cidade Tiradentes
na estação Guaianases — ônibus 3064-10 Cidade Tiradentes

Sinopse: Jennifer, uma garota de 17 anos moradora da Vila Nova Cachoeirinha,
manipula suas fotos no Photoshop para ficar mais bonita e mais clara com cabelos
lisos. Num momento de sua vida em que se torna adulta, procura emprego, procura
se relacionar com alguém que ela ame, Jennifer vive dilemas relativos a sua identidade numa sociedade que está calcada nos significa dos de branquitude

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Cultura de luta, com Lilian Sankofa

SOL POR TRÁS DAS GRADES

Fecho os olhos pra não sentir a dor
O silêncio paira
E junto a ele a solidão.
De uma noite amargurada
Escura, gélida, que me traz imensa sofreguidão.
Ouço vozes, gritos, gemidos angustiados.
O sol já não brilha como antes
Em meio aos raios e luzes
Estão as grades.
É hora de levantar, olho pro lado
Rostos estranhos, nomes distantes
A mesma esperança
Esperança de abraçar e beijar um ser amado
Que está afastado.
Por muros, por grades, pelo uniforme e cassetete em punhos.
Espero a visita que não vem
Pelo abraço que não sinto
Pelo beijo de alguém,
E o que restou foi saber
Que vivo em um mundo
Que não me quer por ser mulher
Que não me quer por ser
preta

Que me faz passar fome
E me condena por isso
Que me vê como a escória de uma sociedade que me criou
E graças a ela me encontro aqui.
Do outro lado do muro
E que só vivenciou
A miséria, a escuridão, a falta de dignidade!!