Formação

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Processos Revolucionários na América Latina e a presença das mulheres

Conhecer os processos Revolucionários que ocorreram durante a história da humanidade nos leva ao acúmulo das experiências para a reflexão de uma nova práxis militante revolucionária. Por isso, indicamos como plano de formação o estudo das várias Revoluções, atentando-se para cada momento histórico, analisando a conjuntura política e elementos específicos para não cairmos em anacronismos.

Para os próximos encontros de formação, nos debruçaremos em leituras referente aos seguintes processos ocorridos na América Latina:
 
  • América Latina : 
 Revolução Mexica
 Revolução Nicaraguense 
 Revolução Haitiana

Revolução Cubana 


Disporemos os materiais a serem utilizados, e esperamos que juntas venhamos a nos comprometer cada vez mais com os processos de formação política. Estão todas convidadas para participar e construir esses momentos com a gente! 






REVOLUÇÃO MEXICANA (part. 1)



Primeira parte: entender a formação da América Latina, considerando que está inserida num
contexto econômico de colonização.
- Capítulo I, II e III, do livro Formação Econômica da América Latina, do Celso Furtado.

 



Segunda Parte: México Insurgente, entendendo a Revolução Mexicana...
- Capítulo I, No caminho de Madero: 1910-193, do livro À sombra da Revolução Mexicana (História
Mexicana Contemporânea), de Hector Aguilar Carmin e Lorenzo Meyer



- Artigo A mulher na Revolução Mexicana, de Alicia Sagra
                                               

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Cultura de luta, com Juliana Queiroz

ASHANTI

No toque de tambores ô Mãe África

Sou herdeira de um legado
Trago em mim sua história
Ancestralidade de minhas guerreiras

Em sujos porões negreiros

Na casa grande ou senzala
No eito e derrubada na rede
Ainda assim fortes Oyás

Hoje mudou ... mas pouco

Expostas a flor da pele
Em mídias distorcidas pelo preconceito
Que o tempo teima em lembrar
Gigante! Levanta sempre
E linda chora e ri.

Que luta e vence batalhas

Sonha, Ama e Resiste
Que embala o mundo em seu ventre
Na luz que reflete a vida.





Juliana Queiroz - Mulher Negra, Educadora Social, Filosofa. Integrante do Coletivo Cultural Esperança Garcia.

http://esperanca-garcia.blogspot.com.br/p/poesias.html

sábado, 2 de junho de 2012

Filme e bate papo na Cidade Tiradentes, com Anastácia Livre e Força Ativa



NÚCLEO CULTURAL FORÇA ATIVA e
COLETIVO ANASTÁCIA LIVRE
convidam:

sessão Solano Trindade de cinema + Bate papo

filme: JENNIFER (com o diretor Renato Candido de Lima)

data: 16/06/2012
hora: 18:00

local: biblioteca Solano Trindade
rua dos Têxteis, 1050 , Cidade Tiradentes (próxima ao terminal)

como chegar: no metrô Penha— ôni- bus 3781-10 Cidade Tiradentes
na estação Guaianases — ônibus 3064-10 Cidade Tiradentes

Sinopse: Jennifer, uma garota de 17 anos moradora da Vila Nova Cachoeirinha,
manipula suas fotos no Photoshop para ficar mais bonita e mais clara com cabelos
lisos. Num momento de sua vida em que se torna adulta, procura emprego, procura
se relacionar com alguém que ela ame, Jennifer vive dilemas relativos a sua identidade numa sociedade que está calcada nos significa dos de branquitude

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Cultura de luta, com Lilian Sankofa

SOL POR TRÁS DAS GRADES

Fecho os olhos pra não sentir a dor
O silêncio paira
E junto a ele a solidão.
De uma noite amargurada
Escura, gélida, que me traz imensa sofreguidão.
Ouço vozes, gritos, gemidos angustiados.
O sol já não brilha como antes
Em meio aos raios e luzes
Estão as grades.
É hora de levantar, olho pro lado
Rostos estranhos, nomes distantes
A mesma esperança
Esperança de abraçar e beijar um ser amado
Que está afastado.
Por muros, por grades, pelo uniforme e cassetete em punhos.
Espero a visita que não vem
Pelo abraço que não sinto
Pelo beijo de alguém,
E o que restou foi saber
Que vivo em um mundo
Que não me quer por ser mulher
Que não me quer por ser
preta

Que me faz passar fome
E me condena por isso
Que me vê como a escória de uma sociedade que me criou
E graças a ela me encontro aqui.
Do outro lado do muro
E que só vivenciou
A miséria, a escuridão, a falta de dignidade!!

O que as mulheres devem a Marx? - Clara Zektin


O Segundo Sexo - Simone de Beauvoir


O Segundo Sexo, de Simone de Beauvoir, foi uma das primeiras obras a serem estudadas pelo Coletivo Anastácia Livre, visto a sua importância ás reflexões referente a luta das mulheres e a superação do machismo a partir não somente de uma leitura do materialismo histórico, mas problematizando toda a complexidade existente nas relações de opressão dos homens contra as mulheres. Uma obra essencial que vale a pena ser estudada coletivamente devido sua profundidade e riqueza de elementos. Uma obra densa que necessita a leitura mais de uma vez. Compartilhamos, então, Beauvoir:

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Cultura de luta, com Lilian Sankofa

ESTADO DE MERDA

Estado de merda,
Quero meu pedaço de terra.
Um solo pra plantar
O que comerei no jantar.
Não quero um sonho, uma ilusão vendida
Quero ter direito à vida,
A liberdade, a história perdida.
De um povo que não se esquece de cada minuto sofrido
Cada açoite tomado,
Cada corpo jogado,
Ontem ao mar, hoje nas valas.
Escorraçada sou do centro às perifas.

Estado de merda,
Quero meu pedaço de terra.
Saúde, lazer, cultura, educação a vera
Não! Não me iluda com a moradia cedida.
Crio raízes, história nos lugares por onde vou
E quando incomodo, você vem e passa com o trator?
Não! Não aceito tanta desumanização.
Se você Estado de merda,
Não me der o meu chão
A preta que vos fala
Tomará de volta o que lhe é de direito
Com arma na mão!!!


  Lilian Sankofa