segunda-feira, 10 de junho de 2013
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Próxima Reunião Mensal
Textos:
- Introdução ao Método em Marx - José Paulo Netto:
- Entrevista c/ José Paulo Netto sobre esta obra - complementar:
Para ter acesso ao endereço, envie um email confirmando presença: anastacialivre@gmail.com
*reunião só para mulheres*
quarta-feira, 27 de março de 2013
8 de Março
Que saia da pia, que vá para a rua…Não “ficou pra titia”, foi opção sua…
Casar não é pra todas uma realização.
Há aquelas que casam com a revolução.
-Ligaram pra você do salão.
-Tenho certeza que foi engano.
-Mas tá marcada a depilação. -
- Agora já tenho outros planos.
“Meu Deus as mulheres estão de pernas pro ar”…
Não, só não estamos de pernas depiladas, de roupas mais curtas e não “te abrindo as pernas” nem obrigatoriamente de pernas cruzadas.
Lugar de mulher é na política!
Da branquela à negra fulô, da gorda à magra raquítica.
“Mulher que é mulher”…tem cromossomo xis ou virou mulher porque quis!
Viva todas as lésbicas, ou héteros, as transexuais, as bis…solteiras, polígamas, monôgamas, travestis.
Não importa como me porto, de quantos filhos já fiz parto, se fiz ou não fiz aborto, se sou puta, se sou virgem, nem as proporções do meu corpo…
Não sou objeto! Sou Marie Gouze, sou Pagu, sou Frida Kahlo…
Diante de tabus, não me calo.
Por -Anna Paula Figlino
terça-feira, 12 de março de 2013
Todo dia é dia da mulher trabalhadora! - Evento na Cidade Tiradentes
No dia 30 de março será realizado um evento em comemoração ao Dia Internacional da Mulher na Cidade Tiradentes, na escola Oswaldo Aranha Bandeira de Mello: Todo dia é dia da mulher trabalhadora! Um dia de oficinas, conversas, café, música e muito mais, especialmente para as mulheres trabalhadoras e crianças. A organização é dos grupos Anastácia Livre, Juntas na Luta, Violeta Parra, A’s Trinca, Família GGF, Contaminação, Força Ativa e Casa Anastácia.
Exclusivo para mulheres e crianças, é só chegar!
Além disso, os grupos também produziram um material informativo (folder) sobre o Dia da Mulher para ser distribuído a todas e todos na região:
Divulgue, some, participe!
-
sexta-feira, 1 de março de 2013
Campanha de Arrecadação "Estou presa, continuo mulher!"
A humilhação também é uma forma de tortura. As mulheres em situação de prisão precisam de roupas íntimas e absorventes, como qualquer mulher. Se essa necessidade é ignorada (às vezes propositalmente, mas mesmo que por omissão), se configura o cenário de tortura, de humilhação da sua condição de mulher.
Uma das formas de se lutar contra essa tortura é a solidariedade. O Grupo de Estudos e Trabalho Mulheres Encarceradas está arrecadando doações para mulheres em situação de prisão. As doações serão recebidas até o dia 5 de março, e entregues três dias depois, no Dia Internacional das Mulheres.
Uma das formas de se lutar contra essa tortura é a solidariedade. O Grupo de Estudos e Trabalho Mulheres Encarceradas está arrecadando doações para mulheres em situação de prisão. As doações serão recebidas até o dia 5 de março, e entregues três dias depois, no Dia Internacional das Mulheres.
Ajude, divulgue, faça sua doação!
Fonte: Maria Frô.
(Des) Construindo o Feminino na UNIFESP-BS
De 04 a 08 de Março será realizada a Semana do 8 de Março na Unifesp da Baixada Santista, intitulada "(Des) Construindo o Feminino" e organizada pelo Núcleo de Estudos Heleieth Saffioti.
O evento terá oficinas, rodas de conversa, debates e apresentações sobre questões de gênero e reflexões feministas, com a participação das militantes da Anastácia Livre no debate sobre ativismos feministas e seus coletivos (05/03 às 19h30).
Participe! Divulgue!
Clique aqui para ver o evento no Facebook.
"Está para nascer a sociedade que não possua preconceito de gênero. Nossa luta, jovens, deverá construir logo esse tipo de sociedade. Mãos à obra." (Heleieth Saffioti)
O evento terá oficinas, rodas de conversa, debates e apresentações sobre questões de gênero e reflexões feministas, com a participação das militantes da Anastácia Livre no debate sobre ativismos feministas e seus coletivos (05/03 às 19h30).
Participe! Divulgue!
Clique aqui para ver o evento no Facebook.
"Está para nascer a sociedade que não possua preconceito de gênero. Nossa luta, jovens, deverá construir logo esse tipo de sociedade. Mãos à obra." (Heleieth Saffioti)
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Coletivo Anastácia Livre conversa com DAR sobre feminismo e antiproibicionismo
Foi publicada ontem, na seção Abre a Roda, a entrevista com o Coletivo Anastácia Livre feita pelo Coletivo antiproibicionista DAR (Desentorpecendo a Razão).
A conversa permeou temas como as relações entre a luta contra a proibição das drogas e outros movimentos emancipatórios, o paradoxo das reivindicações por descriminalização de algumas condutas e a criminalização de outras dentro dos movimentos sociais, a relação entre drogas e violência de gênero, entre outros. Confira um trecho:
Entre as principais críticas ao modelo proibicionista, está a denúncia de como a guerra às drogas é usada como pretexto para o encarceramento em massa, invariavelmente da população pobre, em sua maioria negra. Ao mesmo tempo, muitos movimentos emancipatórios, como o feminista e o LGBTT, reivindicam a criminalização como ferramenta contra a opressão, muitas vezes física. O que você pensa sobre a questão?
Aprendemos bem com a cultura da inquisição, com os regimes totalitários e com a moral cristã a lidar com os conflitos sociais a partir de duas premissas: extermínio e prisão! E essa segunda – prisão – até a esquerda tem indicado quando se depara com situações de violência, sem ao menos fazer críticas severas ao Sistema Penal e contextualizar a violência na sociedade contemporânea.
Esse segmento da esquerda, contraditoriamente, abarca um discurso de “justiça” que também é clamada pelo senso comum, solicitando o centro do mecanismo das opressões (o encarceramento) para minimizar sua opressão especifica, sem visualizar que se está pedindo uma prática opressora para acabar com a opressão que sofre. Isso porque o Sistema Penal é essencialmente seletivo e tem sede por massacrar especificamente os jovens, pobres, negros.
Para dar um exemplo, há uns dois anos, durante uma reunião de construção da Marcha da Consciência Negra de São Paulo, uma companheira pautou a importância de denunciarmos a situação em que adolescentes da Fundação Casa/Febem vivem, em vista de várias denúncias de familiares que vinham ocorrendo junto a Amparar – Associação de Amigos e Familiares de Presos/as, da qual estive compondo. Os movimentos presentes não deram muita importância aos fatos colocados, e para piorar, ao fim da reunião, uma mulher, negra, militante, disse a essa companheira que era mesmo errado praticar tortura nas unidades da Fundação Casa/Febem, mas que ela não admitiria ver solto um adolescente que furtasse o celular dela: “Se ele fez isso ele tem que “pagar”. O que esta militante do movimento negro não se recordou é que o adolescente que está lá preso não é branco. É justamente o negro, pobre e que por uma série de questões objetivas e subjetivas o levou a praticar o ato. No fim, esse desejo de “tem que pagar” era, portanto, para ela mesma, e para todos do Movimento Negro, que ela estava solicitando punição.
Solicitar maior punição é sempre um tiro no próprio pé (ainda mais em um contexto político de tolerância zero) e mostra ainda a superficialidade das lutas sociais que não estão se dedicando a colocar o dedo nas grandes feridas, nos grandes conflitos para assim refletir formas de superação destes. Há que nos dedicarmos em pensar em novas formas de Gestão dos Conflitos para o agora e para o futuro que desejamos.
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