Formação

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Especulação Imobiliária e Miséria



Como parte tática do capitalismo, a higienazação da população pobre tem se dado em nome de um suposto progresso, através dos megaeventos, das políticas públicas elitistas, a violência da Polícia e o encarceramento em massa.
Um "curioso" fato que tem acontecido com frequência alarmante é o incêndio em favelas. Semanalmente surgem notícias dos tais incêndios em diversos pontos da cidade de São Paulo, cujas causas são relatadas (quando são) de forma bastante nebulosa.

Incêncio em Favela da Zona Sul )

Fatos trágicos sendo trazidos como acasos, centenas de famílias desabrigadas, poucas perspectivas concretas para reparar estas pessoas, está claro: a especulação imobiliária age com braços fortes e amparados.

A luta pela moradia digna continua, nas periferias de São Paulo e em todo Brasil; Movimentos de Moradia articulam estratégias para exigir do poder público um direito existencial garantido pela Constituição: o direito de morar.

Acampamento Pedro Nascimento: o árduo caminho da luta pela moradia )

Se faz necessário organizar a Classe Trabalhadora, todos e todas são oprimidos pelo sistema Capitalista; Pois somente nós, o povo, podemos destruir nossas prisões, os degraus que nos dividem e construir a liberdade e a igualdade.

Pelo fim do Capitalismo!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Formação América Latina - Revolução Mexicana (parte III)

No dia 25/08, teremos a terceira parte da nossa formação sobre os desdobramentos da revolução Mexicana.  Como proposta de estudo, vamos analisar a organização das mulheres no EZLN. (Exército Zapatista de Libertação Nacional).

As demais contextualizações, que acabam sendo necessárias, serão demonstradas pelo documentário 'Zapatistas'.

Abaixo, disponibilizamos o download dos textos que serão utilizados, traduzidos pelas militantes do Anastácia Livre (desconsiderem eventuais erros). Boa leitura! ;)


1. Artigo "A LEI REVOLUCIONÁRIA DE MULHERES DO EZLN: BREVE ANÁLISE DE SUA EVOLUÇÃO", de Monique J. LemaîtreLeón (08 páginas)
Neste texto a autora aponta, a partir das falas das combatentes, como estas aderiram à luta armada e os motivos.




2. Artigo "Chiapas, 15 anos depois", de Josep María Antentas e Esther Vivas (02 páginas)
Neste texto, os autores fazem uma análise breve da conjuntura no momento e 15 anos depois do levante zapatista.


3. Documentário 'Zapatistas', 50 min.


Opcional, mas recomendamos:

Chamados das mulheres zapatistas à luta para conhecerem (03 páginas): E 10, o fogo e as palavras dirigidas às mulheres.



quinta-feira, 12 de julho de 2012

Aos que vierem depois de nós - Bertolt Brecht

Realmente, vivemos muito sombrios!
A inocência é loucura. Uma fronte sem rugas
denota insensibilidade. Aquele que ri
ainda não recebeu a terrível notícia
que está para chegar. 

Que tempos são estes, em que
é quase um delito
falar de coisas inocentes.
Pois implica silenciar tantos horrores!
Esse que cruza tranqüilamente a rua
não poderá jamais ser encontrado
pelos amigos que precisam de ajuda?

É certo: ganho o meu pão ainda,
Mas acreditai-me: é pura casualidade.
Nada do que faço justifica
que eu possa comer até fartar-me.
Por enquanto as coisas me correm bem
(se a sorte me abandonar estou perdido).
E dizem-me: "Bebe, come! Alegra-te, pois tens o quê!"

Mas como posso comer e beber,
se ao faminto arrebato o que como,
se o copo de água falta ao sedento?
E todavia continuo comendo e bebendo.

Também gostaria de ser um sábio.
Os livros antigos nos falam da sabedoria:
é quedar-se afastado das lutas do mundo
e, sem temores,
deixar correr o breve tempo. Mas
evitar a violência,
retribuir o mal com o bem,
não satisfazer os desejos, antes esquecê-los
é o que chamam sabedoria.
E eu não posso fazê-lo. Realmente,
vivemos tempos sombrios.


Para as cidades vim em tempos de desordem,
quando reinava a fome.
Misturei-me aos homens em tempos turbulentos
e indignei-me com eles. 
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra. 

Comi o meu pão em meio às batalhas.
Deitei-me para dormir entre os assassinos.
Do amor me ocupei descuidadamente
e não tive paciência com a Natureza.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.

No meu tempo as ruas conduziam aos atoleiros.
A palavra traiu-me ante o verdugo.
Era muito pouco o que eu podia. Mas os governantes
Se sentiam, sem mim, mais seguros, — espero.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.

As forças eram escassas. E a meta
achava-se muito distante.
Pude divisá-la claramente,
ainda quando parecia, para mim, inatingível.
Assim passou o tempo
que me foi concedido na terra.

Vós, que surgireis da maré
em que perecemos,
lembrai-vos também,
quando falardes das nossas fraquezas,
lembrai-vos dos tempos sombrios
de que pudestes escapar.

Íamos, com efeito,
mudando mais freqüentemente de país
do que de sapatos,
através das lutas de classes,
desesperados,
quando havia só injustiça e nenhuma indignação.

E, contudo, sabemos
que também o ódio contra a baixeza
endurece a voz. Ah, os que quisemos
preparar terreno para a bondade
não pudemos ser bons.
Vós, porém, quando chegar o momento
em que o homem seja bom para o homem,
lembrai-vos de nós
com indulgência.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Processos Revolucionários na América Latina e a presença das mulheres

Conhecer os processos Revolucionários que ocorreram durante a história da humanidade nos leva ao acúmulo das experiências para a reflexão de uma nova práxis militante revolucionária. Por isso, indicamos como plano de formação o estudo das várias Revoluções, atentando-se para cada momento histórico, analisando a conjuntura política e elementos específicos para não cairmos em anacronismos.

Para os próximos encontros de formação, nos debruçaremos em leituras referente aos seguintes processos ocorridos na América Latina:
 
  • América Latina : 
 Revolução Mexica
 Revolução Nicaraguense 
 Revolução Haitiana

Revolução Cubana 


Disporemos os materiais a serem utilizados, e esperamos que juntas venhamos a nos comprometer cada vez mais com os processos de formação política. Estão todas convidadas para participar e construir esses momentos com a gente! 






REVOLUÇÃO MEXICANA (part. 1)



Primeira parte: entender a formação da América Latina, considerando que está inserida num
contexto econômico de colonização.
- Capítulo I, II e III, do livro Formação Econômica da América Latina, do Celso Furtado.

 



Segunda Parte: México Insurgente, entendendo a Revolução Mexicana...
- Capítulo I, No caminho de Madero: 1910-193, do livro À sombra da Revolução Mexicana (História
Mexicana Contemporânea), de Hector Aguilar Carmin e Lorenzo Meyer



- Artigo A mulher na Revolução Mexicana, de Alicia Sagra
                                               

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Cultura de luta, com Juliana Queiroz

ASHANTI

No toque de tambores ô Mãe África

Sou herdeira de um legado
Trago em mim sua história
Ancestralidade de minhas guerreiras

Em sujos porões negreiros

Na casa grande ou senzala
No eito e derrubada na rede
Ainda assim fortes Oyás

Hoje mudou ... mas pouco

Expostas a flor da pele
Em mídias distorcidas pelo preconceito
Que o tempo teima em lembrar
Gigante! Levanta sempre
E linda chora e ri.

Que luta e vence batalhas

Sonha, Ama e Resiste
Que embala o mundo em seu ventre
Na luz que reflete a vida.





Juliana Queiroz - Mulher Negra, Educadora Social, Filosofa. Integrante do Coletivo Cultural Esperança Garcia.

http://esperanca-garcia.blogspot.com.br/p/poesias.html

sábado, 2 de junho de 2012

Filme e bate papo na Cidade Tiradentes, com Anastácia Livre e Força Ativa



NÚCLEO CULTURAL FORÇA ATIVA e
COLETIVO ANASTÁCIA LIVRE
convidam:

sessão Solano Trindade de cinema + Bate papo

filme: JENNIFER (com o diretor Renato Candido de Lima)

data: 16/06/2012
hora: 18:00

local: biblioteca Solano Trindade
rua dos Têxteis, 1050 , Cidade Tiradentes (próxima ao terminal)

como chegar: no metrô Penha— ôni- bus 3781-10 Cidade Tiradentes
na estação Guaianases — ônibus 3064-10 Cidade Tiradentes

Sinopse: Jennifer, uma garota de 17 anos moradora da Vila Nova Cachoeirinha,
manipula suas fotos no Photoshop para ficar mais bonita e mais clara com cabelos
lisos. Num momento de sua vida em que se torna adulta, procura emprego, procura
se relacionar com alguém que ela ame, Jennifer vive dilemas relativos a sua identidade numa sociedade que está calcada nos significa dos de branquitude